Obra

Calculadora de Honorários CAU/IAB

Sabe quanto você deveria cobrar — pela tabela oficial.

Baseado na Tabela CAU/BR TH-2018 + práticas IAB · Atualizado em Out/2025

Calcule seus honorários

Estudo preliminar + anteprojeto + projeto legal + executivo. Cobre todas as fases até a obra.

Honorário sugerido

Obra estimada em R$ 468.000

Sindical (mínimo CAU)
R$ 28.080
6.0% da obra
Sugerido (IAB)
R$ 42.120
9.0% da obra
Premium
R$ 60.840
13.0% da obra

Quebra por fase (tier sugerido)

Fase% do totalValor
Estudo Preliminar
Briefing, levantamento, soluções iniciais. Entrega: croquis e diagrama.
8%R$ 3.370
Anteprojeto
Plantas técnicas, cortes, fachadas, definições construtivas. Aprovação do cliente.
22%R$ 9.266
Projeto Legal
Versão para prefeitura. Análise de viabilidade + acompanhamento na aprovação.
15%R$ 6.318
Projeto Executivo
Detalhamento construtivo, especificações, memorial, compatibilização.
40%R$ 16.848
As-Built (entrega)
Atualizações pós-obra, documentação final, ART.
15%R$ 6.318

Esse breakdown é útil pra cobrar parcelado por fase entregue (recibo a cada modalidade concluída).

Valores são referência baseada na Tabela de Honorários CAU/BR + práticas IAB. Sindical = piso defensável. Sugerido = midpoint de mercado. Premium = top de mercado, justifica com portfolio ou complexidade. Posicione conforme seu momento profissional.

Você cobrou. E acompanhar a obra do cliente?

O Zé Obra organiza pagamentos, NF, contratos e diário das suas obras pelo WhatsApp. Cliente pergunta "como tá indo?" e você responde com dado real, não com achismo.

Conhecer o Zé Obra

Como funciona a tabela CAU/IAB

A Tabela de Honorários do CAU/BR (TH/2018) é a referência oficial pra remuneração de arquiteto e urbanista no Brasil. Define o honorário como uma porcentagem do custo da obra, modulada por (1) tipo de serviço, (2) complexidade e (3) experiência do profissional.

O IAB(Instituto de Arquitetos do Brasil) publica sugestões próximas mas geralmente um pouco acima, refletindo a “média de mercado de quem se valoriza”. A calculadora aqui mostra três tiers que cobrem o espectro:

  • Sindical: piso CAU. Mínimo defensável legalmente. Bom pra início de carreira ou para entrar em cliente novo.
  • Sugerido: midpoint IAB. O que arquiteto estabelecido cobra pra projeto residencial padrão em capital ou interior médio.
  • Premium: top de mercado. Justificado por portfólio, complexidade técnica, ou cliente que valoriza o serviço (raramente o cliente final, mais comum em construtora ou incorporadora).

Importante: desde 2018, o STF entendeu que tabela de conselho profissional NÃO é juridicamente vinculante — você pode cobrar acima ou abaixo. Mas o piso CAU funciona como salário mínimo profissional: cobrar abaixo joga contra a categoria e dificulta defender o valor depois.

Tabela de referência por modalidade

Valores em % do custo estimado da obra. A calculadora aplica ainda um multiplicador de complexidade (baixa 0,85x, média 1,0x, alta 1,2x) sobre essas faixas.

ModalidadeSindicalSugeridoPremium
Projeto arquitetônico completo6%9%13%
Anteprojeto + aprovação2,5%4%6%
Projeto executivo (após aprovação)3%4,5%7%
Acompanhamento de obra5%8%12%
Reforma com projeto completo8%12%17%

Consultoria pontual cobra por hora — sindical R$ 180/h, sugerido R$ 280/h, premium R$ 450/h.

Como posicionar seu valor

  • Início de carreira (0-3 anos): cobra próximo do sindical. Foca em construir portfolio. Cliente novo + projeto residencial padrão: piso CAU está bom.
  • Carreira estabelecida (3-10 anos): cobra no sugerido IAB. Você tem portfólio, indicações recorrentes, sabe gerenciar o escopo. Não tem motivo pra estar no piso ainda.
  • Top de mercado: sobe pro premium. Justificado por: clientes high-end, publicações em revistas, prêmios, complexidade técnica (residências em terreno difícil, sustentabilidade, automação).
  • Negociação prática:apresente os três tiers pro cliente como contexto, e justifique sua posição. "O piso CAU é X, o sugerido é Y. Eu trabalho no Y porque [razão específica]." Funciona melhor que um número solto.

Perguntas frequentes

A tabela CAU é obrigatória?

A Tabela de Honorários do CAU/BR (TH/2018) NÃO é juridicamente vinculante — o STF entendeu em 2018 que tabelamento de preços por conselho profissional viola a livre concorrência. Mas ela é a referência mais sólida pra defender o seu valor: ao cobrar abaixo do piso CAU, você joga contra a categoria e pode ter dificuldade em justificar o preço numa eventual mediação. O piso CAU funciona como salário mínimo do arquiteto.

Qual a diferença entre CAU e IAB?

CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) é o órgão regulador da profissão — quem te dá o registro pra atuar. Sua Tabela de Honorários (TH/2018) define o piso recomendado. IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) é a associação de classe — historicamente mais propositiva, sugere valores um pouco acima do CAU pra refletir a "média de mercado de quem se valoriza". A calculadora aqui apresenta os dois lados: sindical (piso CAU) e sugerido (IAB).

Cobrar por hora ou por % da obra: qual é melhor?

Por % da obra alinha incentivos pro escopo da obra residencial padrão (projeto completo, reforma). Por hora faz sentido pra: consultoria pontual (parecer técnico, segunda opinião), revisões fora de escopo, obras com escopo muito incerto, e cliente "abusivo" que quer puxar conversa infinitamente. Muita gente cobra projeto por % e revisões/consultorias por hora — mix saudável.

Posso cobrar abaixo do piso CAU?

Pode. Não é ilegal. Mas três cuidados: (1) você está abaixo da remuneração que a categoria considera justa pelo trabalho, (2) clientes futuros vão comparar com o que pagaram antes e ancorar baixo, (3) projetos abaixo do piso costumam vir com escopo inflado ("já que tá barato, faz mais isso pra mim"). Estratégia comum no início de carreira: cobre 70-80% do piso CAU por 1-2 anos pra construir portfolio, depois sobe pra IAB.

A tabela cobre apenas residencial?

A TH/2018 cobre todas as tipologias (residencial, comercial, industrial, interiores, urbanismo, paisagismo) com fatores diferentes. A calculadora aqui foca em residencial — a tipologia mais buscada por arquiteto recém-formado e a base de 60-70% da prática real no BR. Pra comercial, industrial e urbanismo, os multiplicadores são maiores (complexidade técnica, normas específicas).

Devo cobrar tudo de uma vez ou parcelar?

Parcelar por fase é o padrão e protege as duas partes: você recebe à medida que entrega, o cliente paga só por valor entregue. O parcelamento típico pra projeto completo: 15% no início (estudo preliminar), 25% na entrega do anteprojeto, 15% após aprovação do projeto legal, 30% na entrega do executivo, 15% na finalização (as-built + ART). A calculadora mostra esse breakdown automaticamente.

O cálculo considera o terreno e levantamento?

Não. O honorário sobre obra cobre projeto arquitetônico — levantamento topográfico, sondagem, projetos complementares (estrutural, hidráulica, elétrica) e regularização cartorial são cobrados separados, geralmente pelos profissionais especializados. Como arquiteto, você pode COORDENAR esses complementares (e cobrar uma taxa de coordenação de 5-10% sobre eles) ou indicar profissionais e deixar o cliente fechar direto.

A fase de aprovação na prefeitura tá inclusa?

A entrega do projeto LEGAL (versão pra prefeitura) tá inclusa no projeto completo. Mas a aprovação em si — protocolar, acompanhar, responder exigências, retirar alvará — costuma ser cobrada à parte ou via taxa de acompanhamento (5-15% do valor do projeto legal). Cidades como SP, Campinas e Capivari têm fluxos diferentes; ajuste conforme a complexidade local.

Cobrar bem é metade. Acompanhar a obra é a outra.

Você cobrou um valor justo. Agora o cliente espera de você o trabalho real: registrar cada pagamento, cada NF, cada decisão ao longo de meses. O Zé Obra faz isso pelo WhatsApp — você manda foto da NF, áudio do mestre ou uma mensagem, e ele organiza tudo por obra. Sem planilha. Sem outro app pra abrir.

Conhecer o Zé Obra →