Calculadora de Glosa e Aditivo Contratual
Aditivo justo, glosa correta, contrato saudável.
Calcula novo valor + impacto na margem + sinaliza quando formalizar por escrito
Modo de cálculo
O valor fechado originalmente, antes da inclusão.
Quanto você reservou de margem ao orçar. Padrão arquiteto: 20-30%. Empreiteiro: 10-15%.
Aditivo de boca não vale. Registre por escrito.
No Zé Obra, cada pagamento extra entra como nota no diário da obra. Quando o cliente questionar, você tem data, valor e descrição salvos por WhatsApp.
Conhecer o Zé ObraGlosa: quando é justa, quando é abuso
Glosa é o cliente segurando parte do pagamento porque entende que algo não foi entregue conforme combinado. No direito civil brasileiro, glosa só vale se houver base material: serviço efetivamente faltando, retrabalho documentado, atraso atribuído ao prestador.
Quando aceitar: falha sua reconhecida, escopo realmente faltando, qualidade abaixo do contratado e que você não consegue corrigir.
Quando NEGOCIAR: divergência de interpretação do escopo (a foto do projeto mostrava X, cliente entendeu Y). Vale conversa, possivelmente concessão parcial.
Quando RECUSAR:glosa arbitrária sem fato material, cliente pedindo desconto só porque mudou de ideia, glosa por “não gostei do resultado” em projeto entregue conforme contrato. Recuse por escrito, ofereça mediação, e em último caso recorra à Justiça com o contrato em mãos.
Aditivo: por que sempre por escrito
Aditivo é a mudança de escopo, valor ou prazo do contrato original. Pra ser válido contratualmente, precisa de CONCORDÂNCIA EXPRESSA das duas partes - e na prática isso quer dizer documento escrito (termo aditivo) ou ao menos troca explícita de mensagens com aceite formal.
Por que “de boca” é arriscado: quando o projeto acaba e você cobra os R$ 5.000 a mais que cliente pediu, ele “não lembra” ou “achou que tava incluso”. Sem documento, sua chance de receber cai pra ~50%; com WhatsApp dele aceitando, sobe pra ~90%; com termo aditivo assinado, ~98%.
Conteúdo mínimo do termo aditivo:
- Referência ao contrato original (data + nome ou número).
- Descrição clara da mudança (escopo adicionado, item removido, prazo prorrogado).
- Novo valor total OU valor do aditivo separado.
- Novo prazo (se houver alteração).
- Cláusula “as demais condições do contrato original permanecem inalteradas”.
- Data + assinatura das duas partes.
Sinais de alerta no contrato original
A glosa e o aditivo são problemas que se previne na hora do contrato. Os clientes mais propensos a glosar:
- Contrato curto / verbal / só por WhatsApp - sem documento, fica difícil defender o que foi combinado.
- Escopo vago (“projeto da casa”, “reforma do banheiro”) - cada parte entende diferente.
- Sem clientela definida do que NÃO está incluso - sempre vira disputa.
- Cliente exigindo desconto antes mesmo de fechar - comportamento que continua durante a obra.
- Pagamento concentrado no final - você fica refém do aceite do cliente pra receber.
Use o gerador de proposta e o modelo de contrato de empreitada pra fechar com escopo claro e reduzir o risco de glosa/aditivo no meio da obra.
Perguntas frequentes
O que é glosa e quando o cliente pode pedir?
Glosa é a redução de valor sobre item executado, geralmente porque (a) o cliente entende que algo não foi entregue conforme combinado, (b) houve retrabalho ou atraso atribuído ao prestador, (c) o escopo executado foi menor que o orçado. No direito civil brasileiro a glosa precisa de FATO MATERIAL: cliente não pode glosar arbitrariamente, ele precisa apontar onde houve descumprimento. Pra arquiteto, situações comuns de glosa: cliente alega que falta uma fase de projeto que ele entendeu estar incluso; cliente reclama de qualidade do desenho técnico. Negocie com base no contrato e no escopo escrito.
Quando preciso fazer aditivo escrito?
SEMPRE que houver mudança de escopo, valor ou prazo do contrato original. Pra valores pequenos (até 5% do contrato), mensagem de WhatsApp confirmada pode bastar. Acima disso, formalize com TERMO ADITIVO assinado pelas duas partes. O termo precisa conter: contrato original referenciado (data + número), descrição da mudança, novo valor (se houver), novo prazo (se houver), e que “as demais cláusulas do contrato original permanecem inalteradas”. Aditivos acima de 25% podem ser tratados juridicamente como CONTRATO NOVO; nesses casos vale refazer o contrato em vez de aditar.
Cliente quer glosar 30% por insatisfação. Posso recusar?
Pode tentar. Glosa unilateral sem base contratual ou material é discutível. Avalie primeiro: (1) Há cláusula no contrato que dá base à glosa? (2) O fato apontado é verificável (atraso documentado, retrabalho com foto, escopo faltando)? (3) Qual o histórico da relação? Se a glosa for arbitrária, primeira reação é proposta de mediação: ofereça pagar item por item executado, peça lista escrita do que cliente entende como pendente. 90% das glosas grandes resolvem em negociação. Se chegar a Justiça, contrato escrito + provas de execução (fotos, mensagens, NFs) são decisivos.
Aditivo de prazo: cobro mais?
Depende da causa. Se o atraso é responsabilidade DO CLIENTE (atrasou aprovação, mudou material, mudou layout), você cobra o tempo extra como aditivo de valor (mão de obra extra, eventual aluguel de máquina que ficou parada, prejuízo de oportunidade de outras obras). Se o atraso é responsabilidade SUA (fornecedor falhou, equipe doente), normalmente não cobra. Para chuva / pandemia / fato extraordinário (Lei 14.010/2020 e CC 478 - caso fortuito), pode pedir prorrogação sem cobrança extra.
Como negociar glosa sem perder cliente?
Tática que funciona: peça pra cliente DETALHAR a glosa item por item ("o que especificamente não foi entregue?"). Muitas vezes a glosa cai pra menos da metade quando o cliente precisa justificar cada ponto. Depois proponha encontros intermediários: "vamos ver o que falta em cada item antes de decidir o valor". Se cliente realmente identificou falha sua, ofereça CONSERTAR (refazer / completar) em vez de aceitar glosa - assim você preserva o valor do contrato e mantém a relação. Glosa aceita silenciosamente abre precedente pra próximos clientes.
Cliente pediu mais coisa "de boca". Vale como aditivo?
Vale como prova fraca. No direito civil contratos consensuais podem ser firmados oralmente, mas quando der disputa, prova testemunhal vs documental, a documental ganha. Sempre que cliente pedir algo a mais, responda no WhatsApp: "tá ok, isso vai gerar aditivo de R$ X reais e mais N dias de prazo. Confirma pra eu seguir?". A resposta dele afirmativa por WhatsApp / e-mail é prova forte. Sem isso, você arrisca executar e não receber.
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Aditivo só conta se ficou registrado.
Cada item extra que cliente pediu, cada NF adicional, cada pagamento extra do empreiteiro precisa estar amarrado à obra certa. O Zé Obra registra tudo pelo WhatsApp - foto da NF vira pagamento, áudio do mestre vira nota no diário, datado e assinado.
Conhecer o Zé Obra →Veja como o Zé Obra funciona pra você
Essa ferramenta foi pensada pra esses papéis. Cada página explica como o Zé Obra encaixa no dia a dia de quem faz o serviço.